Ex-vereador de Curitiba é visto em briga de torcedores em Joinville
Juliano Borghetti aparece na confusão envolvendo torcedores do Atlético-PR e Vasco (Foto: Geraldo Bubniak/Agência Estado)
Borghetti foi vereador entre 2009 e 2012. Ele, juntamente com outros parlamentares, foi autor de um projeto de lei, aprovado pela Câmara, que dispõe sobre a identificação de torcedores nos estádios de futebol da capital paranaense. Pelo texto aprovado, os clubes de futebol são responsáveis pela identificação dos torcedores na compra dos ingressos. A proposta tramitou na Casa após a confusão envolvendo torcedores do Coritiba que depredaram o Estádio Couto Pereira, após o rebaixamento do clube para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, em 2009.
No dia 27 de novembro, Juliano Borghetti foi flagrado pela reportagem do RJTV urinando nas ruas do Rio de Janeiro quando o Atlético-PR disputou a final da Copa do Brasil, contra o Flamengo.
A confusão em Santa Catarina marcou a última rodada do Campeonato Brasileiro. Inclusive, a presidente Dilma Rousseff comentou o episódio. Ela condenou a violência e, por meio do microblog Twitter, afirmou que conversou com o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, para assegurar a presença da polícia dentro das arenas de futebol e propôs outras medidas para inibir ações violentas de torcidas organizadas.
De acordo com a polícia, três torcedores do Vasco da Gama foram presos e encaminhados para o Presídio Regional de Joinville. Eles foram indiciados por tentativa de homicídio, associação ao crime, danos ao patrimônio e por ferirem alguns artigos do Estatuto do Torcedor.
Quatro pessoas chegaram a ser encaminhadas para o hospital, sendo dois paranaenses. Estevão Viana, de 24 anos, recebeu alta por volta das 10h desta segunda. Já Willian Batista da Silva, de 19 anos, segue internado. De acordo com o boletim médico, o jovem está consciente e com os sinais vitais dentro da normalidade, e a tomografia de controle apontou fratura de crânio.
Segurança
O proprietário da empresa de segurança Mazari, contratada pelo Atlético-PR para a partida na Arena Joinville, Arilsson Alves, afirmou aoGloboEsporte.com ter recomendado para o Furacão que contratasse um número maior de seguranças. Segundo ele, o clube não aceitou a proposta e pediu 60 pessoas. Além do efetivo disponibilizado pela firma catarinense, outros 30 homens foram contratados pela empresa Cerberus, de Curitiba, totalizando 90 pessoas para cuidar da segurança na partida. Segundo o presidente da Fundação de Esportes de Joinville, Fernando Krelling, o Atlético-PR sabia que não haveria policiamento na partida.
Alves não estimou quantas pessoas seriam necessárias para fazer a segurança do jogo, mas disse que, em partidas menores, como as do Joinville, são usadas de 60 a 70. O público da partida entre Atlético-PR x Vasco foi de 8.978 pagantes. O jogo era considerado de alto risco, pois o rubro-negro ainda brigava por uma vaga na Libertadores, enquanto que o Vasco lutava contra o rebaixamento no Brasileiro.
A Mazari fez a segurança dos dois últimos jogos do Atlético-PR na Arena Joinville – Náutico e Vasco - por conta da perda de dois mandos de campo em virtude da punição sofrida após confusão no clássico contra o Coritiba, na Vila Capanema, em Curitiba. Ainda conforme o proprietário da empresa, na partida contra o Náutico, foram usados 30 seguranças.
Fonte: G1
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